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Depressão: Doença exige tratamento psicológico e médico

Written by  Wednesday, 15 January 2014 17:03

Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Praia Grande oferece atendimento gratuito a associados

O Sindicato oferece assistência psicológica gratuita aos trabalhadores sindicalizados e dependentes. Por ano, são realizados em torno de 1,5 mil atendimentos, entre terapia individual, casal e familiar. A equipe atende crianças, adolescentes e adultos. A sessão semanal dura 50 minutos.


Os motivos que levam as pessoas a buscar o atendimento psicológico oferecido pelo Sindicato são vários. A depressão é um desses problemas, um dos mais comuns entre as enfermidades psiquiátricas. Qualquer pessoa está sujeita às alterações de humor, momentos difíceis na vida, tristeza, baixo astral, desânimo e pessimismo.


Algumas, mesmo atravessando uma fase ruim, mantém a rotina de trabalho, estudo, os afazeres domésticos, cuidados pessoais e demais atividades cotidianas. Reagem, procuram apoio para superar os problemas, dão a volta por cima. Outras, contudo, não conseguem lidar com as adversidades, situações estressantes e perdas e a tristeza profunda acaba se transformando em transtorno depressivo. Isolam-se e vivem em estado de luto permanente, sem vontade pra nada.


A psicóloga Ivete do Nascimento França, especialista em psicologia da saúde e psicologia organizacional e do trabalho, explica que a depressão pode ter origem hereditária, ou seja, a pessoa tem predisposição genética à patologia; ocorrer devido a alterações dos hormônios como a serotonina, dopomina e noradrenalina, os quais influenciam o humor, energia e a disposição do indivíduo; ou ser desencadeada por situações de grande impacto emocional e psicológico como a morte de pessoas queridas, fim de relacionamento afetivo ou conjugal, doenças, frustrações na vida pessoal e profissional, violência, assédio moral e sexual, estresse, entre outros fatores.


Algumas doenças (esclerose múltipla, derrame, hepatite, hipotireoidismo, apnéia do sono, hipertensão, insuficiência cardíaca, diabetes, como câncer e aids), medicamentos (cortisona, anfetaminas, pílulas anticoncepcionais, quimioterapia), álcool, drogas também podem levar à depressão.


“A depressão não é frescura. É um transtorno afetivo de humor que pode se tornar grave. Entre os principais sintomas, podemos destacar o rebaixamento do humor de alegria, choro sem motivo aparente e constante, sentimento de menos-valia, alteração do sono, alimentação, perda do desejo sexual, tristeza profunda, isolamento, falta de vontade para realizar tarefas cotidianas que antes fazia com interesse e prazer. Pode ocorrer perda ou ganho de peso, insônia, cansaço, fadiga, dores pelo corpo, sentimento de fracasso, culpa, raiva”, relata.


A psicóloga ressalta que os sintomas isolados não caracterizam um quadro depressivo. “Daí a necessidade de se buscar ajuda de um profissional para uma avaliação adequada. A depressão é um quadro muito sério e, portanto, o tratamento deve ser feito por um profissional da área de saúde mental, psicólogo, psiquiatra ou equipe multidisciplinar. O apoio da família e dos amigos também é essencial para a evolução do tratamento. A depressão tem cura se tratada adequadamente, com psicoterapia e acompanhamento médico, dependendo do grau da doença.”.


Para prevenir a depressão, é importante buscar o auto-conhecimento e a qualidade de vida, equilibrando os relacionamentos familiares, sociais e profissionais, praticando atividade física, cuidando da saúde e da alimentação, reservando tempo para o lazer e dormir bem. “É importante aprender a lidar com os problemas, conviver com eles e transformá-los em aprendizado. A pessoa deve se conhecer melhor e ter consciência de que é capaz e responsável pelo próprio amadurecimento. E quanto mais amparada pessoa estiver mais chance de cura”.


Ivete salienta que no ambiente de trabalho, a empresa pública ou privada deve promover a humanização. “Isto é pode ser feito através de programas motivacionais, dinâmicas de grupo, capacitação profissional, atendimento à saúde do trabalhador, enfim, o que for possível para integrar a equipe, valorizar e proporcionar o bem estar dos trabalhadores. O funcionário não é uma máquina, um número no registro do quadro funcional. Deve ser visto como um colaborador, alguém que contribui para o crescimento organizacional”.

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