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Os perigos das tempestades de verão em praias e campos abertos

Written by  Wednesday, 08 January 2014 11:30

Baixada Santista é uma das regiões mais acometida por raios do País

A praia não parece, mas é perigosa. Para se ter ideia, 80 pessoas morreram afogadas nas praias do litoral, sendo a metade apenas em Praia Grande, segundo dados do Corpo de bombeiros. Sumiço de crianças nas praias, problemas com intoxicação alimentar e queda de raios também precisam de atenção. De acordo com o Grupo de Eletricidade Atmosférica (ELAT) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), a Baixada Santista apresenta em média 9 raios por km² ao ano, enquanto a média brasileira é de 5 raios por por km², o que é considerado um índice alto. Somente nas tempestades de verão no final de 2013 e início de 2014, Santos foi atingida por 213 raios, média de 30 raios por dia. No ano passado a média chegou a 25 raios por dia, segundo o ELAT. Em 2012 ocorreram 12 mortes por raio no Estado de São Paulo, sendo uma no Guarujá e, no início da temporada de verão de 2013, dois turistas morreram vítimas de raios na praia de Bertioga. “O estudo estima que em 2070 o número médio de tempestades no sudeste será duas vezes maior em relação ao número atual, sendo que nas regiões litorâneas deverá ser três vezes maior”, disse o pesquisador e coordenador do ELAT, Osmar Pinto Junior.

O choque elétrico – Ocorre quando uma corrente elétrica circula pelo corpo de uma pessoa ou animal. Dependendo da intensidade da corrente e do tempo em que a mesma circula pelo corpo, poderão ocorrer consequências diversas: formigamento, dor, contrações violentas, queimaduras e morte. Se um raio cair diretamente sobre uma pessoa ou animal, dificilmente haverá salvação. Na maioria dos casos as pessoas não são atingidas diretamente. Quando um raio atinge uma torre ou uma edificação provoca uma circulação de corrente pelas partes metálicas da instalação atingida. No caso de uma torre de celular (muito comum em regiões como a nossa), as hastes metálicas conduzirão parte da corrente do raio e ficarão eletrificados. No caso de uma casa, os canos metálicos de água, os fios da instalação elétrica e as ferragens das lajes e colunas irão conduzir parte da corrente do raio e ficarão também “carregados de eletricidade”. Uma pessoa ou animal que esteja em contato ou até mesmo perto destas partes metálicas poderá tomar um choque violento. Mesmo no caso de um raio cair sobre uma estrutura que não tenha matais, como por exemplo, uma árvore, uma pessoa perto desta árvore poderá tomar um choque. Os valores das voltagens e correntes envolvidas no raio são tão grandes que ele faz a árvore se comportar como um condutor de eletricidade. Os raios podem provocar danos mecânicos, como por exemplo derrubar árvores ou até mesmo arrancar tijolos e telhas de uma casa.

Proteja-se de raios - Evite locais abertos como estacionamentos, praias, campos de futebol; Se estiver no mar durante a chuva, saia imediatamente; Mantenha distância de objetos altos e isolados (ex.: árvores e torres de telefonia); Não solte pipas neste momento; Não carregue objetos, como canos e varas de pesca; Evite andar de bicicleta ou motocicleta; Não deite no chão (caso esteja em local desabrigado e descampado; durante a tempestade magnética); Não utilize aparelhos de comunicação sem fio (mesmo os de telefonia celular); Caso esteja em um veículo, não saia, feche os vidros e não se encoste às partes metálicas.

Em determinados casos, pessoas são expostas a esses perigos durante suas tarefas. Este é o caso dos trabalhadores responsáveis pela limpeza e manutenção das praias. Os trabalhadores que exercem essa função, rastelando a areia após um dia uso intenso da praia pelos turistas, estão expostos a estes fenômenos por estarem totalmente desprotegidos e em um campo aberto como é a praia. “Nós orientamos a estes trabalhadores que parem o trabalho no caso de uma tempestade de verão. Não é seguro continuar o trabalho nessas condições”, disse o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Praia Grande, Givanildo Berto da Silva. A entidade sindical luta há anos contra a ordem de continuar com os trabalhos mesmo durante as chuvas que sempre ocorrem nos fins de tarde e início de noite nesta época do ano. “É inadmissível que o trabalhador seja obrigado a continuar desempenhando o serviço nestas condições de risco. Não queremos que nenhum servidor sofra um acidente que pode ser fatal simplesmente para que se recolha o lixo da areia. O trabalho deve ser suspenso até que a tempestade cesse por completo”, completou o líder sindical. A orientação é que, caso o trabalhador se encontre nessa situação e a chefia insista que o trabalho seja feito mesmo durante a chuva, o trabalhador deve ligar imediatamente para um diretor sindical e informe a situação. “Não importa a hora. O servidor deve entrar em contato e informar a diretoria do sindicato para que as medidas sejam tomadas”, afirma o diretor de comunicação do Sindicato Praia Grande, Joilson Marcondes.
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